Penso tanto no empoeirar da vida
Que nos leva em folhas velhas
Que pela cavidade crescente
Vejo sempre aquela morte iminente.
Somos tão (e)feitos de asperezas constantes
De quietudes incertas
E delicadezas raras
Nossos momentos bons são tão (e)ventos
Inventos tão leves, seguros apenas em raizes ralas
Que por isso acho aqui pra mim
Que só as palavras nos salvam
Da imensidão de sermos sem ser
Seres de incompletos termos
Sem nada que nos grude ao minúsculo efeito da vida
Que para sempre viverá no maiúsculo do nada.
1 comentários:
No princípo era o Verbo...
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