quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Poeira

Penso tanto no empoeirar da vida
Que nos leva em folhas velhas

Que pela cavidade crescente
Vejo sempre aquela morte iminente.

Somos tão (e)feitos de asperezas constantes
De quietudes incertas
E delicadezas raras

Nossos momentos bons são tão (e)ventos
Inventos tão leves, seguros apenas em raizes ralas

Que por isso acho aqui pra mim
Que só as palavras nos salvam

Da imensidão de sermos sem ser
Seres de incompletos termos

Sem nada que nos grude ao minúsculo efeito da vida
Que para sempre viverá no maiúsculo do nada.

1 comentários:

João Paulo Soares disse...

No princípo era o Verbo...