Do tempo e espaço ele escapa e segue adiante
Do infinito póstumo ele vem
Cavaleiro errante sempre a buscar forças no além.
Das flores mortas, mas não menos belas,
Cresce no seio de quem tem fé em quimeras.
Num descanso desinibido, se deleita no nada e navega conosco ao lado e a frente
Em detalhes de vida.
Floreia símbolos, enche porções e poções de olhos e ainda é um nada
Que não vemos, mas queremos.
E existe no som que não se fez, que ameaça ser em cores que
falam e desfalecem
Corrobora planos não feitos e partilha viagens há muito
perdidas
No tempo-espaço de nossas lembranças vividas.
Em nossa fé em tudo e em nada persiste seu viver premente
Num esgar de sonhos esfumaçados prende nosso hálito
Em
pequenas partes brilhantes da alma
Porque ele é simplesmente assim: o seu silêncio!
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